Altamiro Borges: A greve no Metrô, trens e Sabesp

Altamiro Borges: A greve no Metrô, trens  e Sabesp

 

O governador tucano Geraldo Alckmin deverá ter muita dor de cabeça na próxima semana. O arrocho dos salários, a precarização do trabalho e a intransigência nas negociações poderão causar greves em poderosas categorias paulistas. Os trabalhadores da Sabesp, do Metrô e dos trens metropolitanos, que promovem campanha salarial unificada, decidiram paralisar as suas atividades a partir de terça-feira, dia 28. É grande o clima de revolta entre os funcionários destas empresas estatais. Além da luta por melhores salários e condições de trabalho, as categorias criticam o brutal sucateamento dos serviços públicos e exigem a melhora da qualidade no atendimento à população de São Paulo.

 

Nesta quarta-feira, 22, a greve foi aprovada por unanimidade pelos metroviários - uma categoria com apenas nove mil trabalhadores na base, mas que transporta 2 milhões de usuários. As reivindicações: reposição salarial de 7,30%, aumento real de 14,16%, reajuste de 24,3% no vale-refeição, aumento do vale-alimentação para R$ 382,71, equiparação salarial (trabalho igual, salário igual), Participação nos Resultados (PR), fim das terceirizações, reintegração de demitidos e plano de carreira. O governo do PSDB não apresentou qualquer proposta de reajuste salarial e ainda ameaçou retirar antigos direitos, como o cancelamento do convênio para a compra de medicamentos.

 

Já os funcionários da Sabesp, Cetesb e Fundação Florestal reivindicam reajuste de 6,68% sobre os salários e benefícios e 1,7% de aumento real, entre outros pontos. "Uma das nossas reivindicações emblemáticas é o fim dos salários regionais e a planificação dos pisos por função. Por conta desse critério por região a diferença chega até a 20%, se comparado aos salários da capital. Além disso também queremos de volta nosso Adicional por Tempo de Serviço, uma conquista que nos foi tirada”, explica Renê Vicente dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo (Sintaema)|, que representa15 mil trabalhadores da base.

 

No caso dos ferroviários, o indicativo de greve para 28 de maio ainda será confirmado neste semana. A categoria, com dois mil trabalhadores na base, é representada pelo Sindicato dos Ferroviários de Trens de Passageiros da Sorocabana (Sinferp). Há ainda os trabalhadores da Central do Brasil, que ainda não se pronunciaram sobre a paralisação unificada. Além da luta por melhores salários, os ferroviários criticam a postura sabotadora da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que boicota o Sinferp nas negociações. "A empresa afirma que só reconhece o antigo sindicato e, por isso, não senta para negociar com a gente", reclama Evangelo Lucas, dirigente da entidade.

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