Além de Dilma, EUA espionaram ministros e diretor do Banco Central

 

Após recente viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos e pôr fim à crise com o governo americano provocada pelas ações de espionagem divulgadas em 2013, o governo brasileiro volta ao foco da polêmica. Além de Dilma, a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos espionou sua assistente, sua secretária, seu chefe de gabinete e até mesmo o telefone em seu jato presidencial, revelou o WikiLeaks neste sábado. Segundo a organização, a NSA espionou 29 números de pessoas do alto escalão do governo, a começar pelo então ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. A lista foi divulgada hoje.

 

Os EUA espionaram não só as pessoas mais próximas da presidente. Monitoraram, ainda, os responsáveis pela gestão econômica, incluindo seus principais ministros das Finanças e um diretor do Banco Central, e membros da da diplomacia. Telefones do ministro das Relações Exteriores e dos embaixadores na Alemanha, França, União Europeia (UE), EUA e Genebra, assim os seus chefes militares, também foram espionados.

 

O celular de Luiz Alberto Figueiredo, ex-ministro e atual embaixador do Brasil para os EUA, nomeado pela presidente Dilma Rousseff, foi espionado, assim como o telefone do general do Exército José Elito Carvalho Siqueira, que é o diretor do Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela assistência direta e imediata à presidente sobre assuntos de segurança nacional e de defesa.

 

Além de Palocci e Figueiredo, aparecem como alvo da espionagem norte-americana Marcos Raposo, que foi embaixador do Brasil no México e chefe do cerimonial da Presidência da República; os diplomatas que ocupavam cargos no Itamaraty André Amado, da Subsecretaria de Ambiente e Tecnologia; Valdemar Leão, assessor financeiro; Paulo Cordeiro, da Secretaria de Assuntos Políticos; Roberto Doring, assessor do ministro das Relações Exteriores.

 

Outros nomes do alto escalão da diplomacia brasileira também foram grampeados: o embaixador Luiz Filipe de Macêdo Soares, com um telefone da residência oficial dele em Genebra, onde era o representante permanente do Brasil junto à conferência de desarmamento; o embaixador do Brasil na França, José Maurício Bustani, que antes foi diretor da Organização Internacional para Proibição de Armas Químicas e foi removido do cargo por pressão do governo americano. E, finalmente, o então embaixador do Brasil em Berlim, Everton Vargas.

 

A NSA monitorou o conteúdo de telefonemas, e-mails e mensagens de celular da presidente Dilma Rousseff e de um número ainda indefinido de “assessores-chave” do governo brasileiro. Além de Dilma, também foram espionados pelos americanos nos últimos meses o presidente do México, Enrique Peña Nieto, — quando ele era apenas candidato ao cargo — e nove membros de sua equipe. As informações foram reveladas em 1º de setembro de 2013 pelo “Fantástico”, da TV Globo, que teve acesso a uma apresentação feita dentro da própria NSA, em junho de 2012, em caráter confidencial. O documento é mais um dos que foram repassados ao jornalista britânico Glenn Greenwald por Edward Snowden, técnico que trabalhou na agência e hoje está asilado na Rússia.

 

Em 7 de julho de 2013, O GLOBO publicou reportagem mostrando que a NSA espionou, na última década, cidadãos e empresas no Brasil. De acordo com documentos coletados pelo ex-técnico da agência Edward Joseph Snowden, aos quais O GLOBO teve acesso, telefonemas e e-mails foram rastreados através de pelo menos três programas. O Brasil aparece com destaque em mapas da NSA, como alvo importante no tráfego de telefonia e dados, ao lado de países como China, Rússia, Irã e Paquistão. Só em janeiro deste ano, a NSA rastreou 2,3 bilhões de dados nos EUA, e o Brasil ficou apenas um nível abaixo na escala de monitoramento.

 

Fonte O Globo

 

 

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