Agressão: EUA bombardeia soldados do exército sírio

 

É um ataque sem precedentes, diz diretor de ONG síria. Quatro soldados foram mortos e 13 feridos em um atentado sem precedentes da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra um campo do exército sírio.

 

O governo sírio chamou o bombardeio e as mortes de “ato de agressão”. Os jatos dispararam nove mísseis no campo na noite de domingo (6). Esse é o primeiro incidente do tipo publicamente declarado desde que os EUA e aliados começaram a bombardear o Estado Islâmico na Síria há mais de um ano.

 

O Ministério das Relações Exteriores da Síria enviou nesta segunda-feira (7) um protesto oficial ao Conselho de Segurança da ONU pelos ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA a instalações do Exército sírio em Deir ez-Zor, noticiou a agência SANA.

 

“A Síria condena veementemente o ato de agressão pela coalizão liderada pelos EUA, que contradiz a Carta das Nações Unidas sobre seus objetivos e princípios. O Ministério das Relações Exteriores enviou cartas ao Secretário-Geral da ONU e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas”, relatou a pasta em nota.

 

De acordo com a chancelaria síria, quatro aeronaves da coalizão lançaram nove mísseis em instalações do Exército na noite de domingo (6), matando pelo quatro soldados e ferindo outros 13, segundo informou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane. O ataque aéreo também destruiu três veículos blindados, quatro veículos militares, duas metralhadoras e um depósito de munição.

 

"Quatro soldados foram mortos e 13 feridos ontem (domingo), em um ataque aéreo pela coalizão internacional no campo do exército sírio no oeste de Deir Ezzor, cerca de 2 km de uma cidade controlada pelo grupo estatal islâmico ", disse o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) Rami Abdel Rahman, dizendo que este é um ataque sem precedentes.

 

"São as primeira vítimas das forças do regime em consequência de um ataque aéreo da coalizão", disse o diretor da ONG.

 

De acordo com Abdel Rahman, até agora áreas do exército nunca haviam sido alvos dos bombardeios, que apontavam contra as bases jihadistas e os caminhões que transportam petróleo na região de Deir Ezzor.

 

Segundo o OSDH, os bombardeios atingiram um posto de controle e um camo de soldados a dois quilômetros da localidade de Ayache, sob controle do EI.

 

Fonte G1 e Sputnik

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