Agentes americanos oferecem mundos e fundos para médicos cubanos. São Poucos os que aceitam o suborno

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Quando chegou ao Brasil, em 1º de outubro de 2013, para trabalhar no programa Mais Médicos, o cubano José Armando Corzo, 35, já tinha decidido não ficar no país.

Menos de quatro meses depois, com um visto humanitário concedido pelo governo americano a médicos cubanos em missão fora da ilha, o CMPP (Cuban Medical Professional Parole), ele embarcou para os Estados Unidos.

Por meio desse visto, os cubanos têm os mesmos direitos de um refugiado político. Em cinco anos, podem entrar com um processo para pedir cidadania americana.

"Quando eu fui para o Brasil, já sabia da existência do visto e que ali eu poderia entrar com o meu pedido", disse Corzo à Folha, por telefone, de uma pequena cidade a 30 km de Miami, na Flórida. Ele vive ali com familiares de sua mulher, também médica, que ainda está em Cuba com os filhos do casal.

Corzo chegou ao Brasil por Manaus, participou de um treinamento de um mês e meio em Vitória e de lá seguiu para o Maranhão. No Estado, teve de permanecer por 45 dias na cidade de Codó, antes de seguir para sua missão em Timbiras, porque, segundo ele, não havia condições de alojamento por lá.

O médico entrou com o pedido de visto americano no consulado do Recife no início de dezembro, e esperou cerca de seis semanas até que o documento estivesse pronto.

Em 24 de janeiro deste ano, realizou seu último atendimento no posto de saúde de Timbiras. No dia seguinte, embarcou num voo de Recife para Miami."Tinha medo de que não fosse dar certo, de que não conseguiria sair do Brasil", disse o cubano.

Hoje, ele ainda teme que a mulher e os filhos sofram retaliações na ilha. Ele sabe que não terá facilidade para trabalhar como médico nos EUA, já que o processo para revalidar o diploma custa caro e é muito burocrático.

 

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