“PT não me influencia. Eu represento o país, não o PT”, diz Dilma em entrevista

“PT não me influencia. Eu represento o país, não o PT”, diz Dilma em entrevista

 

A presidenta Dilma Rousseff concedeu entrevista aos jornais Valor Econômico, Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, na quinta-feira (6), em que revelou que, ao contrário de tudo o que disse e prometeu na campanha eleitoral, está pronta para fazer o que chamou de "dever de casa" e despejar mais arrocho sobre o povo brasileiro. Para ela, isso não é "estelionato eleitoral".

Ficou claro na entrevista que o crescimento do país lhe causa urticária, pois em vez disso, na primeira pergunta, preferiu iniciar discorrendo sobre o seu "compromisso com as instituições". Disse que sua "responsabilidade é para com toda a sociedade" e que vai conversar com "governadores da situação e governadores de oposição". "A minha relação com ambos vai ter que ser uma relação de parceria", enfatizou. Ela foi questionada se não achava que esse discurso não combinava com a resolução da executiva do PT, tirada na semana passada, e se subscrevia o tom da nota. Respondeu que "a opinião do PT é uma opinião de um partido". Indagada sobre a influência que o partido exerceria sobre ela, retrucou: "Não me influencia. Eu represento o país, não represento o PT. Sou presidente dos brasileiros e acho que o PT, como qualquer partido, tem posições de parte, não do todo. É deles, é típico".

Ao contrário das promessas de campanha, que acenavam com a retomada do crescimento, a presidenta agora defende o aperto fiscal alegando que o governo vai "ter que fazer o dever de casa, apertar o controle da inflação e vamos ter limites dados pela nossa restrição fiscal para fazer toda a política anticíclica que poderia ser necessária, agora".

Depois de aumentar os juros, apenas três dias após a eleição, Dilma se negou a responder uma pergunta sobre a possibilidade de elevar mais os juros. "Sobre juros não me manifesto, nem sobre cortar nem sobre subir. Não é uma questão da minha preferência, é que sobre isso eu não falo", disse. E insistiu no discurso de cortar mais. "Ao longo de um governo você descobre que várias coisas estão desajustadas, várias contas que podem ser reduzidas", pontificou.

"Nós vamos tentar um processo de ajuste de todas as contas do governo, vamos olhar cada uma com lupa, ver o que dá para reduzir, o que dá para tirar e inclusive mandar modificações para o Congresso", afirmou.

Em seguida, enumerou algumas áreas onde pretende ampliar o arrocho. Questionada sobre eventuais cortes nas pensões por morte pagas pela Previdência, disse que é um dos cortes previstos. O seguro desemprego seria outra área, segundo disse, por ser "um grande patrocinador de fraudes". Disse ainda que não pretende fazer mudanças no fator previdenciário "na direção da campanha", que "era liberou geral".

Por fim, ao ser indagada sobre a grave situação da indústria nacional, que vem acumulando resultados negativos, Dilma desprezou a situação e sequer falou do assunto. "Fica para a próxima", respondeu, encerrando a entrevista.

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