Vice-presidente argentino diz que referendo nas Malvinas é "desrespeito à inteligência e à legislação"

24/01/2013 11:53

 

Vice-presidente argentino diz que referendo nas Malvinas é "desrespeito à inteligência e à legislação"

22/01/2013

Thais Leitão*
Repórter da Agência Brasil

O referendo que será realizado em março nas Ilhas Malvinas sobre o estatuto político do arquipélago "é um desrespeito à inteligência e à legislação nacional e internacional”, avalia o vice-presidente argentino, Amado Boudou.

"É um referendo que será votada pelos colonos, os mesmos que removeram os reais habitantes da terra: é desrespeitoso com a inteligência e o direito nacional e internacional", disse Boudou, segundo comunicado publicado no site oficial da presidência argentina.

Amado Boudou acrescentou que a Argentina insistirá em soluções pacíficas, mas com “toda nossa força”.

consulta deverá ocorrer no início de março, quando os moradores das ilhas, também chamadas de Falklands, responderão se desejam manter o estatuto político atual, permanecendo como território britânico. O anúncio sobre a votação foi feito em junho do ano passado pelas autoridades britânicas, responsáveis pelo arquipélago.

No cenário internacional, o governo da presidenta Cristina Kirchner defende que a região pertence ao território argentino. Os britânicos, no entanto, argumentam que a região se autogoverna e que apenas pertence à Grã-Bretanha.

No início deste mês, a presidenta argentina solicitou ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, aretomada das discussões sobre o controle das Ilhas Malvinas, mas o pedido foi recusado por Cameron.

A disputa pelo domínio da região é intensa entre argentinos e britânicos e dura quase dois séculos, mas se agravou em 1982, quando houve um conflito armado.

Nas reuniões do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), a questão referente ao controle das Ilhas Malvinas é assunto constante. O Brasil e a maioria dos países latino-americanos apoiam a Argentina na reivindicação pelo controle das ilhas.

 

* Com informações da agência pública de notícias da Venezuela, AVN // Edição: Lílian Beraldo

Fonte  Agência Brasil

 

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