Lavrov denuncia "blasfêmia" da CNN sobre atentado em Alepo

20/01/2013 16:06

 

Lavrov denuncia "blasfêmia" da CNN sobre atentado em Alepo      

 

 

 

Serguei LavrovO chanceler russo, Serguei Lavrov, qualificou hoje aqui de blasfêmias os comentários do canal estadunidense CNN em referência a uma suposta responsabilidade das forças governamentais de Síria no atentado à universidade de Alepo, que deixou 82 mortos.

  • Durante uma coletiva de imprensa na capital tajique, onde chegou em visita oficial, Lavrov comentou que não podia imaginar maiores blasfêmias como as que viu na CNN, de que o ataque foi organizado pelas próprias forças armadas sírias.


Explicou que de nenhum modo podem existir diferenças de interpretação sobre o que aconteceu em Alepo, em menção à posição da Rússia e dos Estados Unidos.

Não entendo, sublinhou o chanceler russo, como o atentado terrorista possa ser motivo para discrepâncias.

Recordou que os fatos ocorridos na terça-feira nessa cidade síria foram caracterizados como atentado por chefes de Governos de numerosos países e pela ONU.

A Chancelaria russa condenou o assassinato massivo perpetrado contra a Universidade de Alepo e a morte de pessoas inocentes.

Considerou que o ocorrido requer uma posição implacável de condenação da comunidade internacional em relação ao terrorismo. Uma ação desse tipo não pode ser justificada, sentenciou em comunicado o Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia.

Por outro lado, Lavrov qualificou de apressada a intenção de enviar à Corte Penal Internacional o chamado expediente sírio, pois o mais importante para nós (em referência a Moscou) é o fim da violência, afirmou.

Quando lhe perguntaram sobre a iniciativa anunciada pela Suíça, enfatizou que deveriam se concentrar nos esforços, especificamente para conseguir um cassar fogo e o fim da violência.

A justiça, expressou o chefe da diplomacia russa, deve prevalecer em relação a todos os que violem no mundo o direito internacional e o direito humanitário, destacou a emissora de rádio A Voz da Rússia.

Desde março de 2011, a Síria vive um violento conflito armado que já causou, segundo dados da ONU, pelo menos 60 mil mortos e mais de 600 mil refugiados.

Fonte Prensa Latina

 

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