IEDI: Emprego na indústria teve retração geral em 2012

15/01/2013 18:03

 

IEDI: Emprego na indústria teve retração geral em 2012 

 

Com variação nula em novembro do ano passado, o emprego industrial não reage e vai fechando 2012 com resultados negativos em grande parte das regiões e dos setores produtivos do País. 2012 será marcado como um ano em que o emprego industrial brasileiro caiu de forma generalizada, teve seu pior desempenho em São Paulo e chegou mesmo a viver, em algumas regiões ou setores, uma “crise aberta”. Com exceção de 2009, o resultado de 2012 será o pior da série histórica do emprego industrial calculada pelo IBGE desde 2002.

De fato, no acumulado dos onze primeiros meses de 2012 com relação a igual período de 2011, o número de ocupados na indústria recuou em doze dos catorze locais pesquisados pelo IBGE. A maior retração ocorreu em São Paulo (–2,8%), devido à queda do emprego em quinze dos seus dezoito setores pesquisados, com destaque para os recuos na ocupação dos setores de Produtos de metal, Máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos, de precisão e comunicação, Metalurgia básica e Fabricação de meios de transporte, bem como de setores tradicionais, como Têxtil e Vestuário.

Outros impactos negativos importantes foram observados na região Nordeste (–2,6%), no Rio Grande do Sul (–1,7%), em Santa Catarina (–1,2%), no Ceará (–2,6%) e na Bahia (–2,6%). Os dois únicos estados que, em 2012, contribuíram positivamente para o emprego industrial foram Paraná (2,4%) e Minas Gerais (0,9%).

Em termos setoriais, no mesmo acumulado dos primeiros onze meses de 2012, o número de ocupados caiu em catorze dos dezoito setores pesquisados. Recuos expressivos foram registrados nos setores de vestuário (–8,9%), calçados e couro (–6,2%), têxtil (–5,7%), produtos de metal (–3,4%), papel e gráfica (–3,7%), madeira (–8,0%), outros produtos da indústria de transformação (–2,8%) e metalurgia básica (–3,6%). Os quatro setores que tiveram aumento de ocupados foram os de alimentos e bebidas (3,9%), indústrias extrativas (3,9%), máquinas e equipamentos (1,2%) e produtos químicos (1,0%).
 

Fonte IEDI

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