FSM rejeita intervenção bélica da França no Mali

24/01/2013 11:54

 

FSM rejeita intervenção bélica da França no Mali

 

A Federação Sindical Mundial denuncia firmemente a intervenção militar do governo "socialista" francês de François Hollande, em Mali, com o apoio de outras forças imperialistas, usando como pretexto a intensificação dos conflitos entre as Forças Armadas de Mali e as organizações militantes que vêm surgindo e lutam no norte do Mali. A intervenção militar foi apresentada como resposta à solicitação do Presidente maliense, Dioncounda Traore, indicado para a função após o golpe militar de março do ano passado.

A operação militar comandada pela França em sua antiga colônia foi apoiada pela Inglaterra, Alemanha e União Europeia, bem como EUA, Canadá e ECOWAS (sigla em inglês para Comunidade Econômica Ocidental dos Estados Africanos), todos eles já enviaram tropas e força aérea para Mali, a pretexto de sustentação às resoluções de dezembro do Conselho de Segurança da ONU.

Após o genocídio em Ruanda e a destruição da Líbia, a França continua utilizando suas bases militares que mantém na África para fortalecer seu papel na competição imperialista, e para servir aos interesses de seus grupos monopolistas, pilhando as riquezas naturais (ouro, urânio, etc).

Este conflito orquestrado entre países belicosos é outra demonstração sangrenta no ferido continente Africano, no qual o seu povo paga o pesado preço, buscando proteger os interesses franceses nas minas de urânio descobertas em Tuareg, na região ocidental da África. A competição imperialista pelo controle das riquezas naturais de Mali e a instalação de governos fantoches nas nações africanas servem às principais forças imperialistas.

A Federação Sindical Mundial, em solidariedade aos trabalhadores e aos mais necessitados de Mali e das nações ocidentais da África, denuncia firmemente a intensa agressividade das forças do imperialismo na região, que deteriora ainda mais a já difícil condição das pessoas em sua sanha por fortalecer a pilhagem das riquezas naturais que pertencem e devem ser utilizadas para as necessidades dos povos.

Finalmente conclamamos as federações sindicais, particularmente nas nações imperialistas, a denunciar e se manifestar contra a participação de seus governos nessa guerra.

Fonte: Hora do Povo

 

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