Aposentados nas ruas cobram fim do fator previdenciário e aumento real

31/01/2013 22:39

 

Aposentados nas ruas cobram fim do fator previdenciário e aumento real

No último dia 24, Dia Nacional dos Aposentados, foram realizadas manifestações em diversas cidades. Sindicatos denunciaram o arrocho e exigiram a votação do fim do fator previdenciário

Na última quinta-feira, 24 de janeiro, o Dia Nacional dos Aposentados foi marcado por manifestações e atos em várias cidades do país, contra as decisões do governo federal em não extinguir o fator previdenciário e em não conceder aumento acima da inflação para os aposentados que recebem acima de um salário mínimo.

O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindinapi) reuniu em São Paulo cerca de 800 aposentados na Praça da Sé. “Não podemos mais aceitar as imposições do governo em relação aos aumentos das aposentadorias. Se continuarmos com a política vigente de aumentos diferenciados, entre quem ganha um salário mínimo e quem ganha mais de um salário teremos, em breve no Brasil, todos os aposentados ganhando apenas um salário mínimo de aposentadoria”, declara João Inocentini, Presidente do Sindinapi.

O fator previdenciário pode cortar até 40% do valor da aposentadoria, a depender da sua idade e da expectativa de vida, e o trabalhador é penalizado pelos critérios de redução. Em relação ao aumento do salário para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo, chegou a ser aprovado em julho do ano passado, após a pressão dos aposentados e o apoio do Senador Paulo Paim e do deputado Arnaldo Faria de Sá, que aprovaram na Comissão da LDO uma emenda que garantia aumento real aos aposentados. No entanto, em agosto, a presidente Dilma vetou o artigo que definia que o Poder Executivo iria decidir sobre o índice de aumento, juntamente com as centrais sindicais e entidades representativas de aposentados e pensionistas.

Inocentini defende a reposição do poder de compra na aposentadoria. Ele sugere a criação de um índice para medir, em nível nacional, o custo de vida real do idoso: “o quanto ele gasta com medicamentos, para se vestir, para se alimentar e com o plano de saúde (...) O medicamento de uso contínuo sobe muito mais que a inflação todo os anos e o plano de saúde, às vezes, sobe 500%, dependendo da idade que ele [idoso] atinge”.

Na baixada Santista, no litoral paulista, no Centro de Santos, os sindicalistas pregaram unidade e o máximo de participação nas mobilizações a serem realizadas pelas centrais, a fim de pressionar o governo a atender as reivindicações.

Também na capital baiana, centenas de aposentados foram às ruas protestar contra o aumento zero para aqueles ganham acima do mínimo e pelo fim do Fator Previdenciário. Salvador foi tomada por faixas, camisas, cartazes e um carro de som, organizados pela Federação das Associações de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Feasapeb), cobrando mais respeito, benefícios dignos e políticas de valorização do idoso. A presidente da Feasapeb, Marise Sansão, ressaltou que “o achatamento dos benefícios é uma realidade. A queda do poder aquisitivo do segmento se dá ano após ano e evidencia a disparidade entre o reajuste dado as aposentadorias em relação ao índice concedido ao Salário Mínimo”. A atividade, que reuniu sindicatos filiados, contou com o apoio da CTB Bahia, da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP) e da APLB Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia. 

      Fonte Hora do Povo 

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