Amigos dos EUA matam 83 na Universidade de Alepo

18/01/2013 08:57

 

Amigos dos EUA matam 83 na Universidade de Alepo

A Federação Nacional dos Estudantes Sírios qualificou o atentado de “ato bárbaro que expõe a natureza agressora e obscurantista do terrorismo que EUA apoia e tenta fazer prevalecer na pátria Síria”

No dia 15, um dos prédios de dormitórios da Universidade de Alepo foi atingido por disparos de mísseis. A morte de 83 pessoas, com ainda 160 feridos, foi o resultado da agressão. Uma parte do prédio ficou destruída.

O governo sírio pediu que o Conselho de Segurança da ONU condene o atentado e os terroristas que o praticaram.

Alepo é a mais importante cidade síria nas proximidades da fronteira turca. A cidade tem sido palco de combates entre os bandos armados pela CIA e financiados por governos satélites dos EUA no Oriente Médio e o exército sírio.

Após o avanço das tropas governamentais, foi decidida a reabertura da Universidade que já funciona desde outubro.

O momento do ataque foi no primeiro dia de aulas do corrente ano letivo. Os estudantes que ocupam os prédios dormitórios, entraram em acordo com a administração da universidade e parte dos apartamentos foi cedida para desabrigados que perderam moradias por conta de outros atentados terroristas.

Os bandos armados, através do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, porta-voz dos mesmos, com sede em Londres, declarou que o bombardeio proveio da aviação síria. Já não é a primeira vez que os terroristas a serviço da CIA usam este expediente para tentar incompatibilizar o governo com o povo sírio.

Desta vez passaram dos limites, a mentira não tem como colar. Como podem sustentar que o governo que ousou desafiar os mesmos bandos, reabrindo a universidade, que usou o espaço para abrigar sírios atingidos pela agressão, atacassem um prédio em território liberado dos agressores, teria atirado contra prédio localizado no setor da cidade que ocupam após um esforço grande para liberar este mesmo setor?

Como seria possível ao governo assumir um desgaste interno desta monta em um momento em que o presidente acaba de reiterar o chamado a todas as correntes políticas a avançar no debate para uma solução política para a crise e tem divulgado a iniciativa até a exaustão para demonstrar seu real intento de governar com todo o povo sírio?

Como destacou o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, "declarações tentando imputar às forças governamentais sírias a responsabilidade pelas mortes na Universidade de Alepo é repulsiva e inescrupulosa".

"Eu vi na CNN que estão dizendo isso do governo sírio. Não consigo imaginar conversa mais sem nexo e repulsiva que esta", enfatizou Lavrov.

Para a chancelaria russa "o atentado é uma sangrenta provocação e um ato de retaliação com grandes perdas inflingidas a estudantes devido a grandes perdas inflingidas aos bandos armados nos seus enfrentamentos com o Exército Sírio".

A Federação Nacional dos Estudantes Sírios (FNES) denunciou "o ato bárbaro".

"Os crimes do terrorismo que os EUA buscam introduzir em nossa Pátria Síria não nos intimidam os estudantes sírios e sim lhes darão mais força frentes aos inaceitáveis projetos estadunidenses e sionistas para continuar em seus estudos com vistas a edificar o futuro da Síria".

A FNES qualificou o atentado de barbárie que "expõe a natureza agressora e obscurantista dos que o praticaram".

O Sindicato dos Professores condenou o atentado destacando também que "este ato criminoso reflete as tendências desumanas dos terroristas".

"Os autores mostraram que querem eliminar a civilização e a ciência sírias, porem esta luz não se apagará e os nossos jovens a manterão acesa nas universidades do país", ressaltou o departamento estudantil do Partido Nacionalista Social Sírio na Universidade de Damasco.

O Sindicato dos Engenheiros da Síria fez uma emocionada proclamação destacando que "os inimigos da Síria não poderão extinguir a chama de luz com a qual os jovens iluminam a nossa terra até os céus".

"Não vão comprometer nosso futuro nem conseguirão afogar a Síria no pântano da ignorância ao atentarem contra os destemidos estudantes ".

NATHANIEL BRAIA

Fonte Hora do Povo

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