Série Três Séculos 

de Música Brasileira

 

 

 

Rogério Duprat (Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 1932 — São Paulo, 26 de outubro de 2006) foi um compositor e maestro brasileiro. Um dos maiores responsáveis pela ascensão da Tropicália, personalizando o som do então emergente movimento musical com arranjos bem elaborados, criativos e perfeitamente antenados com as tendências internacionais da época.

 

Duprat se iniciou na música por acaso. Seus primeiros instrumentos foram o violão, o cavaquinho e a gaita de boca que tocava "de ouvido". Posteriormente teve formação erudita, participando de orquestras como a Orquestra de Câmara de São Paulo, da qual foi membro fundador em 1956. Duprat foi aluno de Karlheinz Stockhausen na Alemanha junto do músico norte-americano Frank Zappa.

 

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Rogério Duprat é mais conhecido pelo seu envolvimento com o movimento tropicalista no final da década de 1960. A intenção do maestro era romper com as barreiras entre a música erudita e a música popular. Duprat arranjou canções de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Os Mutantes, Gal Costa, Nara Leão, entre outros. O maestro ficou conhecido como o "George Martin" da Tropicália.

 

Nos anos 70, Duprat trabalhou com Walter Franco e o grupo O Terço. Também deixou registrada sua marca em arranjos de discos da Disco Music nacional, em especial em álbuns do grupo carioca, As Frenéticas. Na mesma época passou à produzir jingles publicitários. Com a progressiva perda da audição, o maestro foi se afastando do meio musical e se manteve recluso em seu sítio em Itapecerica.

 

OS DISCOS

 

ESSA SÉRIE CONSISTE DE 4 ÁLBUNS DE MÚSICA BRASILEIRA PESQUISADA, ARRANJADA, RESTAURADA E DIRIGIDA POR Régis Duprat and Rogério Duprat.

 

APRESENTA MÚSICAS COMPOSTAS ENTRE OS SÉCULO XIX E XX.

LANÇADA EM 1978 PELA GRAVADORA COPACABANA.

 

DISCO 1: VALSAS E POLCAS

DISCO 2: MAXIXES

DISCO 3: A BELA ÉPOCA

DISCO 4: DOBRADOS

 

Os maxixes do presente LP foram localizados principalmente em três arquivos: o de Evaristo Tavares de Coimbra (1878-1969), mestre da Banda Santa Cecília, de Pires do Rio-GO; do Mestre Henrique Castellari (1880-1949), regente da Banda Musical Saltense durante cincoenta anos, de Salto-SP; e o da Corporação Musical União dos Artistas, de Itu-SP.

 

Com recuperação, revisão e orquestração de Régis e Rogério Duprat, o Lp apresenta belas músicas, sendo algumas de compositores anônimos.

Destaco a faixa de abertura "João Lopes" e "Como é belo o Carnaval", ambas de anônimos.

 

 

"Como parte integrante da série “Três Séculos de Música Brasileira”, criada e dirigida por Marcus Pereira, temos o exemplar, “A Bela Época da Música Brasileira”, fruto da pesquisa histórico-musical dos irmãos Régis e Rogério Duprat, responsáveis também pela direção musical deste disco.

 

No álbum iremos encontrar uma variedade de gêneros e ritmos comuns da época, que vai de 1870 a 1920. São regravações revistas e reorquestradas pelos Duprat, de maneira mais fiel, nos oferecendo a atmosfera musical daquele momento. As faixas são todas instrumentais, exceto em “De que me serve esta vida” e “Eu adoro”, duas modinhas anônimas interpretadas aqui por Luis Carlos Sá (da dupla Sá & Guarabyra)"

 

(Fonte: Toque Musical)

 

O disco foi produzido no final da década de 1970, resultou de pesquisa realizada por Régis e Rogério Duprat, dois dos mais renomados musicólogos do Brasil; embora tenha o selo da Copacabana, o disco foi produzido por Marcus Pereira (que mais uma vez estava à frente de um trabalho realmente importante para a música brasileira).

 

O disco tem dobrados brasileiros típicos. Reparem que as primeiras músicas têm andamento mais acelerado. Sobre isso, o próprio Régis Duprat explica na contracapa: “o ritmo, então, torna-se mais cômodo, mais lânguido; fixa-se o seu andamento por volta de 110 passos por minuto. Poderíamos explicá-lo por seus conluios com a languidez do lundu, do tanguinho, do maxixe, e pela tropicalização generalizada que os gêneros ganharam nestes Brasis.”

 

Zé Ramalho e Paralamas

SANTA MORENA (Jacob do Bandolim) - Paulinho da Viola + Joel Nascimento + César Faria.
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Arquivo: Raíssa Amaral - Piracicaba / SP - Brasil

 

 

Santa Morena - Jacob do Bandolim

com  

Hamilton Holanda

Uma da maiores revelações musicais de todos os tempos 

E mais Rogério Caetano, Tiago Tunes, André Vasconcellos, Thiago da Serrinha, Avi Avital, Ksenija Sidorova, Itamar Doari, Jake Jolliff, Alex Hargreaves, John Paul Jones 

Festival Internacional Mandolines de Lunel 

 

Especial Villa Lobos

Rede Manchete

 

Os Inconfidentes

Chico Buarque

 

Letra de "Os Inconfidentes"

Chico Buarque

Toda vez que um justo grita
Um carrasco o vem calar
Quem não presta fica vivo
Quem é bom, mandam matar
Quem não presta fica vivo
Quem é bom, mandam matar

Foi trabalhar para todos
E vede o que lhe acontece
Daqueles a quem servia
Já nenhum mais o conhece
Quando a desgraça é profunda
Que amigo se compadece?

Foi trabalhar para todos
Mas, por ele, quem trabalha?
Tombado fica seu corpo
Nessa esquisita batalha
Suas ações e seu nome
Por onde a glória os espalha?

Por aqui passava um homem
(E como o povo se ria!)
Que reformava este mundo
De cima da montaria
Por aqui passava um homem
(E como o povo se ria!)
Ele na frente falava
E atrás a sorte corria

Por aqui passava um homem
(E como o povo se ria!)
Liberdade ainda que tarde
Nos prometia
Por aqui passava um homem
(E como o povo se ria!)
No entanto à sua passagem
Tudo era como alegria

Por aqui passava um homem
(E como o povo se ria!)
Liberdade ainda que tarde
Nos prometia

Toda vez que um justo grita
Um carrasco o vem calar
Quem não presta fica vivo
Quem é bom, mandam matar
Quem não presta fica vivo
Quem é bom, mandam matar

 

 

 

Luiz Carlos da Vila: um dos maiores sambistas do Brasil

Um Olhar sobre Vlila Lobos

 

Mário Adnet 

 

Show de Bola!!